Fica a Dica #26 – Rugal Mehunn

por Marcelo Rodrigues
em 9 de agosto de 2010
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A Marvel Apresenta nº 15 acabou caindo da pilha de revistas durante uma limpeza do armário e me prendeu no chão do quarto onde devorei suas páginas pela 5º vez (lembrando que adquiri esta edição em dezembro de 2006), sempre tive preferência por este título devido a promessa de histórias completas (onde você pode curtir aquela aventura sem precisar desenbolsar uma grana alta ou esperar meses pela conclusão de algum evento) e essa ficou marcada como uma das melhores histórias do Justiceiro que eu já li.

Wolverine e Justiceiro

Escrita por Peter Milligan (Espera aí, onde foi que eu vi esse nome mesmo?), a história apresenta Logan e Frank Castle no encalço de mais um assassino (Que o Wolverine quer levar para as autoridades e o Justiceiro quer, bem… vocês sabem o que ele faz), esta busca leva a dupla para uma selva na américa central e revela um local chamado “Rugal Mehunn”, que é descrito como a “Terra do nunca de criminosos”, lá estão todos os bandidos, estupradores, assassinos, pastores, esteleonatários (opa, pleonasmo), resumindo: pessoas que você não convidaria para beber e jogar Guitar Hero na sua casa.

O “conselho” de Rugal Mehunn é composto por Napoleão: Um criminoso especialista em planejar assaltos a bancos, /Gottlieb: Aquele que convida os criminosos para Rugal Mehunn, o Demônio: Van Daemon, um ricaço maluco que matou a própria família, a Dama: Victoria é um personagem de prelúdio desconhecido cuja real intenção é fugir de Rugal, e o último membro do conselho, o Ateu: Gerald O’Higgins era um rebelde da Irlanda do Norte, um assassino super treinado cujo maior poder é acreditar (!), esse cara é um dos personagens mais TRUE que já conheci, todos os personagens tem suas origens vomitadas e se encontram no decorrer da aventura, lembrando que isso tudo foi elaborado com 100 páginas,  o Ateu tem um background rápido com um toque de poesia metafisica e fornece muitas cenas de ação legais (ele fica pau-a-pau com o Wolverine!).

Pontos altos da história:

  • Justiceiro cogitando mastigar a própria perna para se livrar de uns escombros e voltar ao tiroteio.
  • O Ateu se libertando de uma armadilha na floresta (Fica a Dica: Se um dia você se encontrar, com seus membros amarrados por cordas, suspenso de cabeça pra baixo a uma altura de 10 metros em meio a várias árvores,  é só desencaixar a cabeça do úmero da cavidade glenóide, lembre-se disso.)
  • O “Deus” de Rugal Mehunn encontrado no subterrâneo.

Isso tudo não é nem metade do que a história tem pra oferecer, a forma tarantinesca com que os personagens e seus objetivos dão voltas na trama fazem com que a leitura seja uma experiência extraordinária. Enfim, vão pra Revista & Cia (Ou entrem em contato com os HCasters) e comprem esta revista.

“Assim que eu tiver munição suficiente, volto aqui e apago todos eles”. Uuhuhuhuh… esse Justiceiro :)

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